Teoria de Resposta ao Item do ENEM: saiba tudo sobre o assunto

Será que dá para dizer que o ENEM deste ano vai ser mais difícil que o do ano passado? Imagina que legal se pudéssemos fazer o ENEM quando achasse que estivesse pronto, preparado. Como por exemplo, aqueles exames de inglês que você tem de pagar uma taxa e faz em qualquer época do ano.

No entanto, nessas provas de inglês não há uma concorrência, já no ENEM há outros candidatos disputando com você. Não é justo que as pessoas concorram pela mesma vaga fazendo provas diferentes, não é mesmo?

Então, a Teoria de Resposta ao Item (TRI), foi inventada para resolver essas duas limitações. Com ela, se pode ter várias aplicações do ENEM no mesmo ano, sem achar que alguém está sendo beneficiado ou prejudicado por fazer uma prova mais fácil ou mais difícil que a do outro.

Como surgiu a TRI?

A TRI não é novidade e nem foi inventada no Brasil. O SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica), usa a TRI desde 1995. Existe um exame internacional de inglês, que usa a TRI, ele se chama TOEFL. Esse exame é um exame de proficiência de inglês, aplicado em 165 países, várias vezes ao ano. Além disso, cada candidato recebe uma prova diferente. Todos os resultados do TOEFL podem ser comparados entre si.

O SAT é um grande vestibular, como o ENEM, só que lá nos Estados Unidos, é aplicado 7X ao ano e também usa a TRI. Isso para que os resultados sejam comparáveis.

Os outros vestibulares aqui no Brasil são provas comuns elaboradas a partir da Teoria Clássica dos Testes (TCT). Ou seja, para um vestibular normal como a FUVEST, o que importa são as quantidades de acertos ou de erros totais. Sendo assim, pode acontecer da prova da FUVEST ou da UNICAMP ser mais fácil ou mais difícil em um ano, claro.

Agora, já com o ENEM, por causa da TRI, isso não deveria ser possível. As provas do ENEM devem ter o mesmo grau de dificuldade, especialmente porque é comparado um resultado de provas de anos diferentes e aplicações diferentes em um mesmo ano.

Como funciona a TRI?

A TRI mede a probabilidade de acertos de uma questão. Se nos vestibulares, que usam a Teoria Clássica dos Testes, o importante é o resultado da prova como um todo, na TRI cada questão tem a sua importância individualmente. Cada questão, aliás, são chamadas de Item.

Todo Item que está no banco do MEC, foi respondido por um grupo de alunos. Esse processo se chama calibração de itens. Na calibração, cada um dos itens é respondido diversas vezes, por gente que acerta e gente que erra. Esses dados vão para uma tabela que vira uma espécie de identidade para os itens.

A TRI também é chamada de Teoria da Curva Característica do item. A TRI também tem esse nome porque, justamente quando os dados de calibração de cada item são colocados em um papel, é formada uma curva de função que descreve as chances que cada candidato tem de acertar aquele item.

Ou seja, se é escolhido dois itens que tem uma curva idêntica, não importa que eles sejam completamente diferentes. Se eles possuem uma mesma curva de acerto, um pode aparecer no lugar do outro, ou vice-versa, sem problemas.

Se copia, na mesma sequência de curvas, se cria provas completamente diferentes, porém com as mesmas probabilidades de acertos. Sendo assim, o grau de dificuldade é o mesmo, inclusive com os mesmos temas.

Como a TRI previne os acertos casuais?

A TRI também é famosa porque ela previne os acertos casuais, os famosos “chutes”. Imagine, quem acerta um item difícil, tem todos os pré-requisitos para se acertar um fácil.

Desse modo, é mais provável que se acerte um item fácil sobre uma habilidade de uma competência específica, se ela já tiver acertado um item mais difícil, sobre exatamente o mesmo tema.

Agora, caso se erre o fácil, tendo acertado o item difícil, é provável que ela tenha chutado o difícil. Então o candidato é obrigado, podemos dizer assim, de acertar os itens fáceis, para depois acertar os médios e finalmente, os difíceis. Por isso, um acerto difícil valerá menos pontos, se você tiver errado um fácil.

É claro que existem muitas contas por trás do cálculo da nota. Ou seja, não adianta ter o gabarito em mãos para calcular a prova do ENEM, porque ela depende de vários fatores além do número de acertos.

A nossa percepção da dificuldade pode ser enganosa. Não é porque o aluno, ou o professor acha um item fácil ou difícil, que isso irá coincidir com a curva daquele item. O item é fácil porque muita gente acerta e é difícil, porque muita gente erra. E isso não tem nada a ver com opinião.

Não é uma coisa fácil escolher qual item fazer em linguagens, como se recomendam por aí em matemática ou ciências da natureza. Porque, se for pelo tamanho do texto, por exemplo, um item que exige pouco tempo de leitura, pode ser difícil porque mais gente erra. Ou um item com um texto mais longo, pode ser mais fácil, porque mais gente acerta.

Então é melhor deixar uma questão em branco, ou chutar?

Sendo assim, uma pergunta muito comum que fica é: quando não se sabe uma questão é melhor deixar em branco ou chutar?

Bom, deixar uma questão em branco é errar de vez o item. Já chutar, pode não receber o valor total da questão, mas pelo menos ela não será considerada nula como seria ter deixado em branco.

Quando se trata da TRI, acertar, mesmo que seja por meio de um palpite, é melhor do que errar. Desse modo, concluímos que chutar uma questão é bem melhor do que deixá-la em branco.

Com a aplicação do TRI nas provas do ENEM as provas ficam mais difíceis de serem acertadas, por isso, se você está se preparando para o ENEM, você de Conhecer o Me Salva, o MS Medicina é o cursinho mais forte e completo para quem quer ser aprovado!

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